SOB PROTESTO DOS SERVIDORES, CÂMARA APROVA NOVO CALOTE NO ISSBLU E DÁ CARTA BRANCA AO PREFEITO PARA NOVAS PEDALADAS

A Câmara de Vereadores de Blumenau cedeu novamente às pressões do prefeito Egídio Ferrari (PL) e aprovou outro vergonhoso parcelamento de débitos previdenciários patronais da Prefeitura com o ISSBLU, o instituto de previdência dos servidores municipais. Desta vez, a “manobra” refere-se aos meses de julho, agosto e setembro de 2026, somando o valor de R$ 43,6 milhões retirados do futuro dos trabalhadores!

O Projeto de Lei Complementar nº 2587/2026 foi aprovado por 9 votos a 5, destruindo as travas de proteção contra novos parcelamentos e reparcelamentos de dívidas que haviam sido aprovadas a duro custo no ano passado (Lei Complementar nº 1640/2025).

A pedido dos servidores, os vereadores Diego Nasato (Novo), Jean Volpato e Adriano Pereira (PT) apresentaram emendas ao projeto: uma para manter as travas de proteção e outra para alterar um artigo que dava “carta branca” para autorizar também o parcelamento de dívidas futuras (até dezembro de 2029), limitando-as a setembro de 2026. Ambas foram rejeitadas.

Pelo projeto aprovado, a Câmara de Vereadores abriu mão de suas prerrogativas. A partir de hoje, possíveis e prováveis futuros parcelamentos de dívidas até 2029 estão autorizados pelos vereadores sem nenhum debate público. Uma vergonha!

UMA MENTIRA REPETIDA!

Quando era candidato, em 2024, Egídio Ferrari prometeu de pés juntos que jamais daria novos calotes no ISSBLU. Pura demagogia! Bastou tomar posse em 2025 para solicitar o primeiro parcelamento. Agora, em 2026, repete a dose descaradamente!

O Sintraseb continuará denunciando sem trégua essa política irresponsável! Assim como seu antecessor e colega de partido, o atual prefeito escolheu transformar o ISSBLU em um verdadeiro “banco particular”. É um absurdo inaceitável: passam a mão nos recursos sagrados, previstos no orçamento municipal para a aposentadoria dos servidores públicos, para fazer fluxo de caixa e bancar outras despesas!

O prefeito Egídio Ferrari pode até tentar se esconder atrás de uma pretensa “legalidade”. Mas usar o dinheiro reservado para o futuro e a dignidade da aposentadoria dos servidores é de uma imoralidade sem tamanho!

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